Hipopotomonstrosesquipedaliofobia

"Hipopotomonstrosesquipedaliofobia é um distúrbio que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar-se palavras grandes ou complicadas. Se caracteriza pela aversão ou nervosismo em momentos nos quais o indivíduo deve empregar palavras longas ou de uso pouco comum (discussões técnicas, médicas, científicas etc), assim como evitar ou não mencionar palavras estranhas ao vocabulário coloquial.

Esta fobia pode ser causada pelo medo de pronunciar incorretamente a palavra, já que isto representa uma possibilidade de que a pessoa fique em desvantagem, seja visto como alguém de cultura inferior ou pouco inteligente, perante seus iguais. Muitas vezes, esta fobia vem acompanhada de timidez social e medo de ser ridicularizado."

Corrijam-me... mas isto não é cruel?! Não podiam arranjar um nome mais condescendente? Curto vá.

Nãããão! Vamos martirizar estes pobres coitados com uma doença cujo nome têm medo de pronunciar!


-Então? Já tens os exames do médico?


-Sim.

-O que é que acusou?

-Não digo!

= D

Chiça, que saudades...

Retrospectiva

Quão diferentes somos nós daquilo que já fomos em criança?

Desenvolvemos uma consciência crítica com a experiência e aproveitamo-la para criticar o mundo e escrever em blogs.

Criamos o conceito de tempo para que nos organizemos...
Organização, ordem e progresso... conceitos tão "necessários" pensamos nós agora.

Agora que não somos crianças.

Retiramos da vida a lição que levantar é bom. Bom sinal ainda que seja. Sinal de que a queda não foi assim tão má e que serviu para o que serve melhor, aprender a cair.


Aprendemos o que é saudade e com ela olhamos para trás.
Sorrimos de coisas que nos recordam os tempos que sempre nos pareceram eternos. Alturas Realmente aproveitadas no verdadeiro conceito de presente temporal, se é que ele existe ou o podemos nomear.

Sempre que brincávamos, sorríamos.
Criávamos mundos idílicos ao molde dos nossos sonhos. Entregávamos em mão a tudo o que fazíamos, o nosso corpo e alma sem sequer pensar... não o sabíamos fazer de outra forma.

Deveria existir sequer outra forma?

Alguma vez nos demos ao trabalho de pensar nas consequências? Brincávamos porque queríamos e nada mais existia na altura... dormir era um sacrilégio! Mesmo quando o dia seguinte ia ser igual a este último: uma brincadeira que nos custaria mais um dia da nossa vida. Mais um dia de felicidade pura e despreocupada.

Não existia tempo, passado ou futuro. Não existiam conceitos, não existia cinismo nem tolerância: ou gostávamos ou não!

Desenvolvemos também a percepção de que não somos nossos. Somos à nascença destinados a metades. Metades que alguns de nós não têm a sorte de encontrar... Aprendemos com a idade a amar e a ver o mundo com o amor que trazemos também.

Retiramos dessa visão também que o mundo é uma bola rosa e forrada com pétalas da Expectativa. Flor que tem imensos espinhos também.

Tenho a sorte de ter crescido criança e encontrado a minha metade.

No seguimento do vídeo anterior lembrei-me de postar esta música também muito boa.

Já foi editada há uns bons aninhos, mas é daquelas sonoridades intemporais que só músicas deste sentimento trazem ao mundo.



Para apreciar de olhos fechados.

Amo



Amo porque sim.

Porque acredito ser o meio que escolhi
De entre os meios neste mundo.
Aquele que me preenche, incorpora
E me domina suavemente.

Cobertura confortável que aquece
Tudo quanto vejo,
Tudo quanto vi.

É tudo quanto me obriga a ir ao fundo,
Não dos outros mas de mim.

Para por fim fazer feliz e ver sorrir...
Não a mim...

A ti.

Bu!

Sinceramente estava a tentar guardar esta imagem para um post especial.... mas não resisti!

Ausente



Sinto-me ausente.

Não apenas do blog, mas de vós, do verde, do sol, dos maravilhosos e cativantes pormenores do nosso chamado dia-a-dia que sei que estão lá, porque já os vi. Apenas não tenho tirado tempo para reparar neles.

Sinto-me cansado e desgastado. A minha acumulação de trabalhos e curso têm-me desgastado a carne dos ossos ( literalmente) e olho hoje no espelho um eu mais magro. Mais magro de carne mas essencialmente de tempo e realização.

Alego como causa a falta de dinheiro e consequente obcessão que tenho em pagar cada centavo possível do meu curso sob pena de prejudicar terceiros.
Argumento com poucas horas de sono, com as olheiras reflectidas no monitor, com o sorriso cansado e com as palpitações cardíacas em jeito de ataque de ansiedade. Uma cereja no topo do bolo para juntar a todo o tempo que não passo com quem me ama e me quer bem. No fundo aquilo que me dói mais.

É no entanto quando nos encontramos no escuro mais fundo que notamos no mais ínfimo raio de luz. Aquele que sempre lá esteve mas nas alturas de luminosidade passava despercebido.

E eu tenho um raiozinho de luz que me tem acompanhado até no fundo do fosso. um raiozinho que me tem iluminado o caminho tenebroso e acidentado das minhas próprias opções.

Amo esse raiozinho do fundo do meu coração.


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