Hipopotomonstrosesquipedaliofobia
Esta fobia pode ser causada pelo medo de pronunciar incorretamente a palavra, já que isto representa uma possibilidade de que a pessoa fique em desvantagem, seja visto como alguém de cultura inferior ou pouco inteligente, perante seus iguais. Muitas vezes, esta fobia vem acompanhada de timidez social e medo de ser ridicularizado."
Corrijam-me... mas isto não é cruel?! Não podiam arranjar um nome mais condescendente? Curto vá.
Nãããão! Vamos martirizar estes pobres coitados com uma doença cujo nome têm medo de pronunciar!
-Então? Já tens os exames do médico?
-Sim.
-O que é que acusou?
-Não digo!
15:59 | | 0 Comments
Retrospectiva
Quão diferentes somos nós daquilo que já fomos em criança?
Desenvolvemos uma consciência crítica com a experiência e aproveitamo-la para criticar o mundo e escrever em blogs.
Criamos o conceito de tempo para que nos organizemos...
Organização, ordem e progresso... conceitos tão "necessários" pensamos nós agora.
Agora que não somos crianças.
Retiramos da vida a lição que levantar é bom. Bom sinal ainda que seja. Sinal de que a queda não foi assim tão má e que serviu para o que serve melhor, aprender a cair.
Aprendemos o que é saudade e com ela olhamos para trás.
Sorrimos de coisas que nos recordam os tempos que sempre nos pareceram eternos. Alturas Realmente aproveitadas no verdadeiro conceito de presente temporal, se é que ele existe ou o podemos nomear.
Sempre que brincávamos, sorríamos.
Criávamos mundos idílicos ao molde dos nossos sonhos. Entregávamos em mão a tudo o que fazíamos, o nosso corpo e alma sem sequer pensar... não o sabíamos fazer de outra forma.
Deveria existir sequer outra forma?
Alguma vez nos demos ao trabalho de pensar nas consequências? Brincávamos porque queríamos e nada mais existia na altura... dormir era um sacrilégio! Mesmo quando o dia seguinte ia ser igual a este último: uma brincadeira que nos custaria mais um dia da nossa vida. Mais um dia de felicidade pura e despreocupada.
Não existia tempo, passado ou futuro. Não existiam conceitos, não existia cinismo nem tolerância: ou gostávamos ou não!
Desenvolvemos também a percepção de que não somos nossos. Somos à nascença destinados a metades. Metades que alguns de nós não têm a sorte de encontrar... Aprendemos com a idade a amar e a ver o mundo com o amor que trazemos também.
Retiramos dessa visão também que o mundo é uma bola rosa e forrada com pétalas da Expectativa. Flor que tem imensos espinhos também.
Tenho a sorte de ter crescido criança e encontrado a minha metade.
02:15 | | 0 Comments
No seguimento do vídeo anterior lembrei-me de postar esta música também muito boa.
Já foi editada há uns bons aninhos, mas é daquelas sonoridades intemporais que só músicas deste sentimento trazem ao mundo.
Para apreciar de olhos fechados.
13:38 | | 0 Comments
Amo
Amo porque sim.
Porque acredito ser o meio que escolhi
De entre os meios neste mundo.
Aquele que me preenche, incorpora
E me domina suavemente.
Cobertura confortável que aquece
Tudo quanto vejo,
Tudo quanto vi.
É tudo quanto me obriga a ir ao fundo,
Não dos outros mas de mim.
Para por fim fazer feliz e ver sorrir...
Não a mim...
A ti.
18:47 | | 0 Comments
Ausente

Sinto-me ausente.
Não apenas do blog, mas de vós, do verde, do sol, dos maravilhosos e cativantes pormenores do nosso chamado dia-a-dia que sei que estão lá, porque já os vi. Apenas não tenho tirado tempo para reparar neles.
Sinto-me cansado e desgastado. A minha acumulação de trabalhos e curso têm-me desgastado a carne dos ossos ( literalmente) e olho hoje no espelho um eu mais magro. Mais magro de carne mas essencialmente de tempo e realização.
Alego como causa a falta de dinheiro e consequente obcessão que tenho em pagar cada centavo possível do meu curso sob pena de prejudicar terceiros.
Argumento com poucas horas de sono, com as olheiras reflectidas no monitor, com o sorriso cansado e com as palpitações cardíacas em jeito de ataque de ansiedade. Uma cereja no topo do bolo para juntar a todo o tempo que não passo com quem me ama e me quer bem. No fundo aquilo que me dói mais.
É no entanto quando nos encontramos no escuro mais fundo que notamos no mais ínfimo raio de luz. Aquele que sempre lá esteve mas nas alturas de luminosidade passava despercebido.
E eu tenho um raiozinho de luz que me tem acompanhado até no fundo do fosso. um raiozinho que me tem iluminado o caminho tenebroso e acidentado das minhas próprias opções.
Amo esse raiozinho do fundo do meu coração.
14:05 | | 1 Comments

